
1987 – Fantoches
“Fantoches” é um espetáculo que reúne alguns contos do primeiro livro homônimo de Erico Verissimo, que foi publicado em 1932 com o mesmo título. São histórias juvenis, escritas sob forma dramática, que receberam, 40 anos depois, algumas notas críticas ou simplesmente informativas e desenhos rabiscados pelo punho do próprio autor.
A peça encenada pelo grupo Caixa de Pandora homenageia o maior escritor gaúcho, colocando no palco as idéias e opiniões de Verissimo sobre temas universais como religião, política, economia e sociedade. As histórias foram concebidas sob forma de comédia, drama, melodrama, farsa e tragédia e, como diz Verissimo, “dentro delas falam e gesticulam fantoches de todo o feitio: graves e pândegos, sombrios e luminosos, agitados e serenos...”.

Na colagem teatral do Caixa de Pandora foram utilizados os textos “Noé”, “Os três magos”, “A dama da noite sem fim”, “O professor de cadáveres”, “Quarteto sem sol”, “Quase 1830”, “Criaturas versus Criados” e “O cavalheiro da negra memória”, além de fragmentos de “Solo de clarineta”, livro de memórias de Erico Verissimo.

Os personagens são conduzidos pelo deus-autor como fantoches. Imitam, dessa maneira, a vida na qual a pessoa caminha (ou se arrasta) conduzida também por um deus. O elenco, considerado o melhor até aquele momento, demarcava o mais alto nível artístico e espiritual a que chegou o grupo Caixa de Pandora desde a sua criação.
FICHA TÉCNICA:
Direção: João Pedro Gil
Assistente de direção: Juçara Flores
Operação de som: Lúcia Carvalho
Operação de luz: Anílton
Camareira: Margarida Leoni Peixoto e Silva
Iluminação: João Acyr
Figurinos e acessórios: Alziro Azevedo
Programação visual: Alexandre Baumgarten
Elenco: Antenor Fischer, Danilo Ferret da Silva, Felipe Zunino, Juçara Flores, Peixoto e Silva, Luiz Carlos Peixoto, Ubirajara Martins
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