
1985 – O Rinoceronte
A alienação e a desumanização das relações na sociedade constituem a temática central da peça “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco. Uma das principais peças do teatro do absurdo, a obra trata da desumanização sofrida pelo homem na sociedade moderna. Numa localidade do interior, as pessoas estranha e gradativamente metamorfeiam-se em rinocerontes, simbolizando a massificação do ser humano.
“O Rinoceronte” caracteriza-se por uma renovação na linguagem, valorizando o diálogo, que substitui o enredo. As palavras surgem do inconsciente coletivo do homem. As relações entre personagens são essencialmente desumanas, de alienação, de ódio, de desconfiança, de cobiça, de indiferença e de recíproca destruição. São pessoas que se esquecem de falar, porque se esquecem de pensar. E, por serem desprovidos de paixão, deixam de ser.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Augusto Hernandez
Assistente de direção: Juçara Flores
Direção e composição musical: Toneco
Operação de som: Juçara Flores
Iluminação: Acosta
Cenários: José Carlos Gündel
Execução de cenários: Zeca Monteiro e Naor Nemem
Adereços: Naor Nemem
Figurinos: Caixa de Pandora
Programação visual: Alexandre Baumgarten
Elenco:
Antenor Fischer
Danilo Ferrett da Silva
Denise Ovádia
Emília Trindade Berg
Felipe Zunino
Henise Telles
Iara Correa
José Roberto Amaro
Juçara Menezes Flores
Letícia Hammes
Lúcia Carvalho
Maria Medianeira dos Santos
Mariza Rodrigues
Miguel Ângelo Deniz
Osório Andrade Neves
Rossini Medeiros
Tânia Chiappini Annes
Ubiratan Galarça

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