Leda visita o casarão centenário, onde funcionou o América Café, na década de 1940. Leva a família à loucura com o seu projeto de instalar um Café Concerto.

Enquanto a filha e o genro se debatem, com o que julgam ser caduquice de Leda, ela realiza uma viagem no tempo, revisitando os personagens e os acontecimentos do seu passado.
Como no tempo em que chegou lá, pela primeira vez, ela é recebida por Nei, garçom do América, único personagem que dialoga com Leda, servindo de seu alter-ego.

Passam diante da anciã os momentos mais importantes de sua história no lugar: o dia em que chegou, a forma como conheceu Rudimar, por quem veio a se apaixonar, e todos os fatos que levaram ao desfecho de uma história de amor que não chegou a acontecer.

O América é um café típico do início do século, que sobreviveu até a Segunda Guerra Mundial. Reduto da fina flor da boemia, abrigava Rudimar, um jovem contraventor, filho único de uma família decadente. Ele diferenciava-se dos demais por ter tido oportunidade de educar-se nos melhores colégios, antes da derrocada dos pais.

Rudimar encanta-se por Leda, mas esta se mostra, a princípio, reticente às investidas do rapaz. A família do moço pretende casá-lo com uma moça rica, que lhes tire do sufoco. A mãe faz de conta que desconhece as atividades ilícitas do filho. O pai, alcoólatra, vive entorpecido para não ter de encarar a realidade.

Rudimar lidera Floriano e Polaco, seus asseclas e melhores amigos. Todavia, por exigência de Leda, ele resolve deixar a malandragem para tornar-se digno da moça.

Diante da iminente transformação de seu protetor, a prostituta Argentina Assunción urde um plano para estragar o romance de seu homem: alerta a família de Rudimar sobre o seu envolvimento com uma pobretona. A mãe do rapaz, desesperada, resolve destruir o café, para resgatar o filho ao lar e perpetrar o seu plano: ver-se ligada à família de sociedade.

O América é invadido pela polícia, que prende todos e fecha o lugar. Polaco, sujeito rude e desconfiado, acredita que foi uma traição de Rudimar e, numa briga, o mata. Floriano foge com Leda, com quem vem a casar-se.

Mesmo feliz com Floriano, Leda sempre sentiu-se incompleta por ter perdido Rudimar de forma tão prematura. Nesta viagem no tempo, ela reúne os jovens naquilo que poderia ter sido uma bela história de amor. Assim, reorganiza os seus sentimentos e reconcilia-se com um sentimento que, por tantos anos considerava, apenas, como sinônimo de compromisso: o amor.

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